A nova regulação de pagamentos e seus impactos em negócios de varejo
- Mariana Manzi
- há 6 horas
- 3 min de leitura
Nos últimos anos, o avanço tecnológico no setor financeiro trouxe agilidade e novos modelos de pagamento ao varejo. Ao mesmo tempo, o Banco Central intensificou sua atuação com medidas regulatórias que afetam diretamente a rotina de lojistas, redes e prestadores de serviço.
Com as mudanças mais recentes na regulação de pagamentos, empresários precisam entender o que muda na prática, do recebimento via cartão até os novos padrões de liquidação centralizada.
Este artigo traz um panorama direto, sem juridiquês, para ajudar você a tomar decisões mais seguras e manter competitividade mesmo em meio às mudanças.

Por que o Banco Central está reforçando a regulação de pagamentos?
Com o aumento da digitalização e da diversidade de arranjos de pagamento, o Banco Central passou a exigir:
Maior transparência nas taxas cobradas
Liquidação centralizada de transações
Proteção contra riscos operacionais e de liquidez
Padronização das regras entre bandeiras, subcredenciadoras e bancos
Essas medidas buscam equilibrar inovação com segurança, criando um ambiente mais confiável para lojistas e consumidores.
O que muda com a nova regulação de pagamentos?
1. Fim do repasse automático de taxas ocultas
A nova regulação exige mais clareza sobre as taxas de desconto, antecipação e repasse. Isso obriga credenciadoras e subadquirentes a detalhar:
Valor bruto da venda
Percentual exato da taxa cobrada
Prazo real de liquidação
Impacto direto: o varejista poderá comparar melhor as ofertas e negociar com mais segurança.
2. Liquidação centralizada via SLC
Com o Sistema de Liquidação Centralizada (SLC), o Banco Central passa a ter visibilidade das transações e controle sobre os recebíveis. Isso fortalece o monitoramento e reduz riscos sistêmicos.
Na prática:
Os recebíveis de cartão passam a ser registrados e centralizados
O lojista pode usar os recebíveis como garantia em operações de crédito
A competitividade entre instituições financeiras aumenta
3. Responsabilidade compartilhada entre players
Subcredenciadoras (como fintechs de pagamento) agora têm obrigações mais claras e diretas diante do Banco Central. Isso significa:
Menos espaço para práticas abusivas
Aumento da exigência por conformidade
Maior segurança para o lojista
4. Redefinição de prazos e adiantamentos
Com a regulação, empresas precisarão rever suas políticas de antecipação. A padronização impõe limites sobre como e quando o lojista pode antecipar valores futuros.
Atenção: empresas que dependem fortemente de antecipação para fluxo de caixa devem reavaliar seu modelo financeiro.
Quais são os riscos para quem ignora as mudanças?
Empresários que não se atualizarem podem:
Pagar mais caro por serviços que deveriam ser renegociados
Ser pegos de surpresa com retenções ou atrasos
Ter dificuldade para obter crédito ou negociar garantias
Enfrentar insegurança jurídica em contratos mal elaborados
O que você pode fazer agora
Avalie seu parceiro de pagamentos
Revise os contratos e peça detalhamento das taxas e prazos.
Use os dados dos seus recebíveis
Consulte plataformas como registradoras (CIP, TAG, etc.) para ver seus recebíveis futuros.
Diversifique canais e modalidades
Não dependa de um único meio. Explore Pix, link de pagamento, débito recorrente.
Reforce o controle financeiro
Organize o DRE, acompanhe o capital de giro e antecipe impactos no caixa.
Conclusão: regulação pode ser aliada, se você entender e agir
A nova regulação de pagamentos não veio para punir o varejo. Ao contrário: ela oferece mais controle, previsibilidade e margem para negociação. Mas para isso, o empresário precisa sair do piloto automático, entender os mecanismos e adaptar sua gestão com inteligência.
Quer entender como as novas regras de pagamento impactam seu negócio e como se preparar para aproveitar as oportunidades?Converse com um especialista da Valori e fortaleça sua operação com mais segurança e autonomia financeira.






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